Localizado na região sul de São Paulo, próximo do centro da capital paulista, o bairro da Aclimação é conhecido por seu perfil residencial e pelo parque que leva o seu nome. Não é mera coincidência. A história do povoamento da região está diretamente ligada ao surgimento desse espaço verde.
O Parque da Aclimação, ou Jardim da Aclimação, como é conhecido, foi criado pelo médico Carlos José Botelho, que em 1892 adquiriu uma grande extensão de terra coberta de áreas verdes na região. Sua intenção era reproduzir ali o Jardim D’Acclimatation, de Paris.
No local, batizado de Sítio Tapanhoim, foi criado o primeiro zoológico paulista, que servia para criação e aclimatação de animais exóticos. Ali também surgiu um centro pioneiro de pesquisas em oncologia, além do primeiro clube de equitação do país. Em 1916, toda a região já era chamada de Aclimação.
A relação com os moradores se dava pelas várias atividades que o jardim oferecia, como natação e remo. Também dispunha de um salão de baile, restaurantes e pista de patinação.
A transformação do sítio em bairro começou por volta da década de 1930, quando a família Botelho iniciou o loteamento de terras. Em 1939, o Jardim da Aclimação foi comprado pelo então prefeito Prestes Maia, pois a família Botelho passava por dificuldades financeiras. É nesse momento que surge o parque.
Ao longo da década de 1980, associações de moradores e entidades ecológicas mobilizaram-se e conseguiram o tombamento do local pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Arquitetônico (Condephaat).
Nessa época, a população da região já tinha aumentado e o comércio estava se desenvolvendo.
Mesmo com o crescimento, o bairro continua a ser considerado uma região tranquila no entorno de algumas das principais vias de trânsito de São Paulo, como as avenidas 23 de Maio e Paulista, além da rua Vergueiro. Possui ruas arborizadas, tem perfil residencial, e preserva muitas casas, apesar da verticalização por que passou nos últimos anos.
Sua infraestrutura de comércio e serviços, como padarias, farmácias, mercados e agências bancárias, atende bem aos moradores.
Os bares do bairro são muito frequentados por estudantes. O seu lado oriental se concentra ao redor da praça General Polidoro, nos vários restaurantes, igrejas e lojas de comércio asiático – reflexo da instalação da comunidade coreana e sul-coreana na região.
Por ali, circulam diversas linhas de ônibus municipais e intermunicipais. O morador também tem fácil acesso às estações de metrô Vila Mariana, Ana Rosa, Paraíso e Chácara Klabin.
Cássia Kuriyama, da PrimaPagina
Especial para o Terra






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