Você ama o seu animal de estimação, mas também adora o seu sofá. Apesar de essas paixões parecerem inconciliáveis em alguns momentos, você não precisa entrar no dilema de uma escolha. A presença dos pets exige adaptações, mas muitas vezes o segredo está na mudança do seus hábitos com eles do que na escolha de uma poltrona nova.
“A partir do momento em que você decide adotar um bichinho, deve estar pronto para tudo. Eu escondi aquilo que fosse vital para o meu patrimônio, pelo menos até o meu gato crescer um pouco”, afirma o arquiteto Roberto Negrete.
O conselho de Daniel Svevo, veterinário e consultor de comportamentos do Cão Cidadão, é prevenir. “Cachorro que não destrói é o de pelúcia. Por isso, não deixe disponíveis objetos que você ficaria bravo se ele encontrasse pelo caminho”, recomenda.
Para não ter que mexer muito na decoração da casa, ele indica a preparação de um cômodo neutro, em que o animal tenha o seu espaço de higiene e brinquedos, e que possa ficar quando está sem supervisão.
Antes de escolher o seu pet, é importante conhecer a raça e pensar no ambiente que pode oferecer. “Alguns têm predisposição para interagir com objetos: o cão labrador, por exemplo, costuma ficar com coisas na boca, pois sua linhagem é de um caçador”, explica Daniel. Alguns precisam de mais atividade e espaço. E outros, por personalidade, têm necessidade de destruir coisas.
A saída para esse comportamento é estimulá-lo a interagir com os objetos dele, para que possa dar vazão à sua necessidade. “Deixe os brinquedos soltos pela casa. Muitas vezes, a pessoa diz que tem vários brinquedos para o seu bicho, mas eles estão todos dentro de uma cesta”, acrecenta Daniel. Dê atenção quando o animal estiver interagindo com os jogos. Assim, ele se sentirá recompensado e não roubará o chinelo para ganhar o seu olhar.
E, quando sair da linha, não adianta apenas gritar: dê um pequeno susto. Vale usar latas com moedas, jogar a garrafa de plástico não chão, bater palmas, borrifar água e até usar biribinhas.
Confira outras dicas do veterinário Daniel Svevo e do arquiteto Roberto Negrete:
- Gatos arranham para marcar território e afiar as unhas. Tire sua atenção dos móveis com um objeto texturizado, como o arranhador. Roberto tinha um carpete no seu quarto, onde seu animal adorava afiar as garras. Quando o arquiteto trocou o tecido, cortou um pedaço para deixar com o bicho. “Ele adora, tem o cheiro dele”, diz.
- Outra maneira de desviar a atenção dos gatos é usar aromas que os atraem. “Você pode colocar a erva do gato nos brinquedos e locais onde você quer que ele interaja”, diz Daniel. Cheiros à base de feromônio mostram que aquele é um ambiente amigável.
- Se o seu gato insiste em arranhar outros móveis, uma solução paliativa é forrar o objeto com papel alumínio ou contact. “Ele não gosta de pisar nem de afiar as unhas nessas superfícies”, diz o veterinário.
- Alguns gatos gostam de escalar cortinas, e cães de urinar nelas. Substitua por persianas.
- Prefira sofás com tecido mais resistentes e fáceis de limpar, como brim, camurça e sarja. É difícil algo resistir às unhas dos gatos, mas materiais como linha ou seda esgarçam facilmente.
- Para proteger as jardineiras, o veterinário Daniel aconselha enterrar as fezes do cão nos locais onde ele cava. Se você tem espaço, reserve uma parte do jardim para o animal se divertir.
- Ao escolher os pisos, cuidado com aqueles que possam absorver e manchar com a urina dos bichos. Os de madeira não são aconselháveis: o verniz não chega a proteger as frestas entre uma tábua e outra, e ali o líquido pode se infiltrar. O mesmo problema pode acontecer nas trincas de pisos de cimento queimado.
- Evite pisos escorregadios nos locais frequentados por seu cachorro, pois essas superfícies podem acentuar problemas de articulação nos animais.
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Especial para o Terra





Minha gata tem 9 anos e nem meu sofá de couro resistiu aos arranhões troquei por sarja e até agora ela não estragou.
Tenho também uma viralata de 6 anos, ela não suporta ficar presa sem contato conosco e para sair ela faz qualquer coisa. num sabado após sairmo, ela comeu literalmente uma porta de PVC (fez um buraco que coubesse ela e amiguinha dela a Gata, fizeram uma festa dentro de casa), troquei elas de local. tenho uma portão de acesso que tem uma grade fina de FERRO que foi soldada para evitar as escapulidas, pois ela conseguiu soltar dois pontos de solta com o dente e puxar a grade para sair, infelizmente pra elas vi e mandei reforçar novamente as soldas, mas conseguirei segurar até quando???
Uma opção para quem tem gato em casa, é deixar sempre uma caixa de papelão (de um tamanho razoável) para o gato entrar, brincar e deitar. Ele vai preferir arranhar o papelão e deixará seus móveis em paz.